Página:Horto (1910).djvu/231

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IV

Das noites de minha terra
Douradas pelo luar,
Nenhuma dellas encerra
A graça de teu olhar.

V

Meus sonhos andam no mundo
Em cantos negros dispersos...
São ondas de um mar profundo...
Ai! triste de quem faz versos!

VI

Nas noites de lua, eu canto
Para esquecer-me de ti.
Minh’alma soluçou tanto
Que o pranto já aborreci.

VII

Fazem dois dias que penso
N’uns olhos que vi chorar...
Quem me dera ver meu lenço
Aquelle pranto enxugar!