numa casinha da Varzea do Carmo, que as obras de embelezamento do local fizeram desaparecer. Um dia, a polícia, avisada, deu uma batida e prendeu varios dos componentes do partido que ali se achavam em sessão.
Mais tarde, o Clube instalou-se á rua da Constituição, hoje Florêncio de Abreu e aqui surgiu um incidente, que alarmou a cidade. E’ que alguns partidários mais exaltados resolveram, certa vez, hastear a bandeira republicana como um desafio. A polícia, sempre solícita, quiz invadir o prédio. Como houvessem trancado a porta de entrada, foi preciso arrombá-la com grande escândalo da vizinhança, e depois de prender os autores do inominavel crime, fez arriar a bandeira, que originara a desordem. [1]
Gama é, regra geral, esquecido nas resenhas históricas que apontam os precursores de nosso republicanismo. Mas os maiorais do tempo, não se olvidam dele. Americo de Campos, que tambem pertenceu á pleiade e que teve o negro admiravel entre os seus colaboradores no “Cabrião”, escreveu em o n.° 121 de “O Contemporaneo”, revista que se publicava no Rio de Janeiro, fazendo o necrólogio de Gama, estas palavras de consagração:
“E’ duas vezes benemérito! Perante o milhão e meio de brasileiros escravos, aos quais dedicou sua vida inteira, seu talento, sua pena, sua palavra e sua bolsa;
Perante a veneração dos republicanos, que nele contam um de seus primeiros apóstolos e um de seus melhores exemplos”.
- ↑ Informação do sr. Pedro dos Santos Oliveira.