e persistir. Esquecia que muitos dos adeptos do novo credo eram fazendeiros e viviam do trabalho dos negros.
Afastando-se do partido, Gama nunca mais lhe perdoou o que ele considerava um crime. E durante anos, até quasi o fim de sua vida, sustentou, pela imprensa, que o Partido Republicano era tão reacionario como qualquer outro da monarquia e que de democrata só tinha o rótulo. Não faltam as harpoadas e alfinetadas desse genero, tanto no “Coaracy”, jornal humorístico que viveu de 25 de abril de 1875 a 1.º de abril de 1876, nem no “Polichinelo”, outro periódico do mesmo tipo, que ele redigia, e que conseguiu durar cerca de um ano, a contar de 16 de abril de 1876, como tambem nas outras folhas em que esporadicamente colaborava. Passou essa maneira de ver aos seus discípulos e amigos, principalmente á mocidade abolicionista da Academia de Direito. E jornais como a “Província de São Paulo”, que embora dizendo-se abolicionistas, tendo republicanos á sua frente, não se recusavam a publicar anúncios de escravos fugidos, esquecendo na gerência os ideais que pregavam na redação, sofriam a crítica implacavel de Gama e seus prosélitos.