Página:Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo v2.djvu/162

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


nas visões dos Brownies e Skelpies da crença montanhesa, o cantor viúvo da Highland Mary... sempre as donzelas tristes como lírios pendentes ao peso da chuva, como as sonham Lamartine e Alfred de Vigny. Violanta, Isabel, a Pobre das ruínas e a amante do homem da Máscara negra, que aí passa cantando no barco com uma música que ressoa no peito como o vibrar do corno de caça de D. Rui Gomes, no Hernani de Hugo! elas são todas belas, sim, mas belas de uma beleza monópita; porém esse ressaibo da pobre amante louca da "Rosa branca", do "Sonho da vida", a sombra suavíssima e cândida que lhe trava de todas as criações, tornam-se monótonos, porque o som mais doce, a sensação mais suave, se... não mudar-se dela, arrefece e torna-se insípida.

Talvez haja bem o leitor em não repreender aquele crítico que alembra a justiça da Revista de Edimburgo, quando ela mostrava a pobreza do poeta de Nossa Senhora de Paris, aquele que fora buscar seu tipo de Esmeralda na Mignon de Wilhelm Meister, e, como di-lo Capefigue, seu contraste de Cigana donosa e do anão Quasímodo em uma das fantasias em uma das fantasias de Hoffmann - Victor Hugo, em cujos dramas o desenlace era quase sempre o lajedo da calçada. Era Triboulet estalando sua cabeça inundada do chumbo fundido da loucura; Didier lamentando que a pobre mulher que o acolhera órfão, nas