Página:Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo v2.djvu/289

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do caminho, em cuja sombra imensa acordavam os passarinhos cantando

Perdoai-me, meu Deus! talvez seja uma fraqueza o suicídio-por que será um crime ao pobre louco sacrificar os seus sonhos da vida?

Este cordão de cabelos quero que seja entregue a ela: são cabelos de minha mãe-de minha mãe que morreu.

Trouxe-os sempre no meu peito. Quero que ela os beije às vezes e lembre-se de mim..

Esse amor foi uma desgraça. Foi uma sina terrível. Ó meu pai! ó minha segunda mãe! ó meus anjos! meu céu! minhas campinas! É tão triste morrer!

Ah! que dores horríveis! tenho fogo no estômago.. Minha cabeça se sufoca... Ar! ar! preciso de ar.. Eu te amei, eu te amei tanto!... (Desmaia).

Huberto ( entrando ): Penseroso! Que tens? Que convulsão! Ah! é uma agonia! Depressa, depressa, chamem alguém... O Dr. larius. . . Ó meus companheiros, socorrei nosso amigo. . Penseroso morre! Davi! Davi! onde está Davi?

Uma voz: Está caçando.

Huberto: E Macário, onde está também?