Porri-potente heroe, que uma cadeira

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(Porri-potente heroe, que uma cadeira)
por Bocage
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas como Soneto XVI. Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto do Caralho Potente.[1]

Porri-potente heroe, que uma cadeira
Susténs na ponta do caralho tezo,
Pondo-lhe em riba mais por contrapezo
A capa de baetão da alcoviteira:

Teu casso é como o ramo da palmeira,
Que mais se eleva, quando tem mais pezo
Se o não conservas açaimado e preso,
É capaz de foder Lisboa inteira!

Que forças tens no horrido marsapo,
Que assestando a disforme cachamorra
Deixa conos e cus feitos n′um trapo!

Quem ao ver-te o tezão ha não discorra
Que tu não podes ser senão Priapo,
Ou que tens um guindaste em vez de porra? (D)

Notas[editar]

  1. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.