Não tendo que fazer Appollo um dia

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(Não tendo que fazer Appollo um dia)
por Bocage
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas como Soneto XXII. Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto Arcádico.[1]

Não tendo que fazer Appollo um dia
Ás Musas disse: «Irmans, é beneficio
Vadios empregar, dêmos officio
Aos socios vãos da magra Academia:

«O Caldas satisfaça á padaria;
O França d′enjoar tenha exercido,
E o auctor do entremez do Rei Egypcio
O Pegaso veloz conduza á pia:

«Vá na Ullysséa tasquinhar o ex-frade:
Da sala o Quintanilha accenda as velas,
Em se juntando alguma sociedade:

Bernardo nenias faça, e cague n′ellas;
E Belmiro, por ter habilidade,
Como d′antes trabalhe em bagatellas.»

Notas[editar]

Tanto este como os que se seguem XXI, XXII, XXIII e XXIV acham-se impressos no tomo I da já citada edição de Bocage; mas pareceu acertado reproduzil-os por conterem variantes; como se verá da respectiva confrontação de cada um d′elles com o que lhe corresponde. Lá se encontrará também a indicação dos seus assumptos, que por superflua deixamos de trasladar aqui.

[Nota de Inocêncio Francisco da Silva.]

  1. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.