De c′rôa virginal a fronte ornada

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(De c′rôa virginal a fronte ornada)
por Miguel Tiberio Pedegache Brandão Ivo
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas, a fim de contextualizar o Soneto XXXIV.[1] Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto do Falso Milagre.[2]

De c′rôa virginal a fronte ornada,
Em lugubres mortalhas envolvida
A beata fatal jaz estendida,
De assistentes contrictos rodeada:

Um se tem por já salvo em ter chegada
Ao lindo pé a bocca commovida:
Outro protesta reformar a vida:
Porém ella respira, e está córada!

Que é santa, e que morreu, com juramentos
Affirma audaz o façanhudo frade,
E que prodigios são seus movimentos:

O devoto auditorio se persuade:
Renovam-se os protestos, e os lamentos:
Triste religião! Pobre cidade!

Notas[editar]

  1. p. 218.
  2. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.