A Luneta Mágica/II/XLIX

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A Luneta Mágica por Joaquim Manuel de Macedo
Primeira Parte - Visão do Mal, Capítulo XLIX


O desejo impetuoso, irresistível da visão do futuro dominou-me absolutamente.

Ardi por efetuar a experiência.

Mas o futuro que eu principalmente e antes de tudo almejava conhecer, era o meu.

Como era possível que eu fitasse a minha luneta mágica em mim próprio, no meu próprio rosto?...

Pensei debalde uma hora, e acabei entendendo que não há recursos para vencer o impossível.

Pois há! mercê do encanto prodigioso da minha luneta mágica. há.

Em um momento de inspiração que me pareceu feliz, lembrou-me de fitar a luneta na imagem do meu rosto refletida pelo vidro do espelho.

E saltei da cama, e corri ao espelho, e fitei na imagem do meu rosto a luneta mágica.