A Luneta Mágica/II/XXVI

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A Luneta Mágica por Joaquim Manuel de Macedo
Primeira Parte - Visão do Mal, Capítulo XXVI


Não sei, não posso dizer quantas vezes nessa noite furioso lancei mão da luneta mágica para quebrá-la; mas, com vergonha o confesso, nunca tive animo bastante para realizar o meu pensamento.

Não dormi um instante, chorei quase toda a noite, e quando não chorei, revolvi-me, debati-me no leito em agitação violenta, e devorado por abrasadora sede.