Viagens de Gulliver/Parte II/VI: diferenças entre revisões

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O rei me ouviu com atenção, e começou a ter uma opinião muito melhor sobre mim do que tivera antes. Ele me pediu “que eu fizesse para ele um relato tão exato quanto possível a respeito do governo da Inglaterra, porque os príncipes normalmente são muito orgulhosos de seus costumes (pois assim pensava ele sobre outros monarcas, segundo meus diálogos anteriores), ele ficaria muito feliz em ouvir qualquer coisa que pudesse merecer uma imitação”.
 
Imagine, gentil leitor, quantas vezes desejei eu ter a oratória de [[:w:Demóstenes|'''Demóstenes''']] ou de [[:w:Cícero|'''Cícero''']], que me possibilitasse louvar minha querida terra natal em um estilo a altura do seu mérito e da sua felicidade.
 
Comecei meu discurso informando sua majestade, que nossos domínios eram constituídos por duas ilhas, as quais eram compostas por três reinos poderosos, sob o domínio de um único soberano, além de nossas plantações na América. Durante muito tempo dediquei-me à fertilidade do solo, e a verificação da temperatura do nosso clima. Falei depois amplamente sobre a constituição do parlamento inglês, constituído parcialmente por um quadro de pessoas ilustres chamado de “Casa dos Pares”, pessoas do sangue mais nobre, e com os maiores patrimônios e os mais antigos. Relatei que cuidados extremos eram tomados com a educação das artes e das armas, de modo a qualificá-los como conselheiros tanto do rei como do reino, para ter participação na legislatura, para serem membros da mais alta corte do judiciário, do qual não poderia haver apelação, e para serem campeões sempre dispostos a defender o príncipe e o país, com seu valor, conduta e fidelidade.

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