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92. A enfiada de petas. — Ha uma variante de Ourilhe, nos Contos populares portuguezes, n.º LVII.


94. Manoel Feijão. — É o celebre conto do Petit-Poucet, de Perrault; Emm. Cosquin colligiu-o da tradição oral outra vez nos seus Contes populaires lorrains; Maspons y Labros, tral-o nos seus Rondelaires, com o titulo En père Patufet. Nos Contes populaires de la Grande Bretagne, trad. de Brueyre, vem na fórma de um poema Tom Thumb, e uma versão oral colligida por Campbell. Mr. Gaston Paris publicou uma outra versão popular no começo da sua monographia intitulada Petit Poucet, em que procura provar que este conto deriva do mytho da Grande Ursa. (O auctor brindou-nos com um exemplar d'este seu opusculo.) Hyacinthe Husson, na Chaine traditionelle, p. 28, discute o sentido mythico, e apresenta a indicação de uma versão russa (p. 34). Nos Contos de Grimm é o Tom Puce, trad. de Baudry, Contes Choisis, p. 145. Gubernatis, na Mythologia zoologica, t. II, p. 159 e 160, cita o conto piemontez de Piccolino, e o conto russo de Malcik-s palcik (dedo mendinho). Nos Contos populares portuguezes, n.º XXXIII, ha uma versão de Bragança intitulada O grão de milho. Ha outra versão italiana, de Pittré: Uma variante toscana della novella del Petit Poucet.


95. Cahiu-me na minha catulinha. — Acha-se tambem nos Contes populaires de la Grande Bretagne, de Brueyre, p. 377.


97. O cego e o moço. — Esta facecia popular acha-se com variantes na Hora de Recreyo, do Padre João Baptista de Castro, t. I, p. 123: O cego e o moço comendo uvas.


98. O cego e o mealheiro. — Apesar de ser uma simples facecia, tem raizes tradicionaes; acha-se no Ali-