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vio de Caminhantes, de Timoneda, n.º 49, p. 181, da ed. Ribadaneyra.


100. Os tres conselhos. — Além da versão oral, temos uma redacção litteraria nos Contos proveitosos de Trancoso, do seculo XVI. No Conde de Lucanor, cap. XLV, fl. 119, ha uma versão, indubitavelmente de origem arabe. No Violier des Histoires romaines (Gesta Romanorum), cap. 94, uma outra versão moralisada, com notas. No Patrañuelo, de Timoneda, n.º XVII, vem uma historia analoga. Vid. n.º 161.


104. A estatua que come. — Convém aproximar esta lenda do conto da Mirra, n.º 62, para se completarem os elementos da lenda de Dom João em Portugal. No n.º V do Positivismo, vol. IV, vem um estudo ácerca dos vestigios mythicos d'esta tradição.


105. As adivinhas em anexins. — Nos Adagios, do Padre Antonio Delicado, do seculo XVII, vem estes anexins a pag. 44, o que nos determina certa antiguidade da facecia. Ha uma variante nos Contos infantis.


106. A mulher teimosa. — Edelestand du Méril, na Histoire de la Fable esopique, (Ap. Poésies inedites du Moyen-Age, p. 154, not. 5) cita um manuscripto da Bibliotheca de Bruxellas, do seculo XV, no qual se acha esta mesma fabula com o titulo De homine et uxore litigiosa. Transcrevemos a peripecia final: «Illa, autem, quia jam linguam amiserat et loqui non potuit, signo quo valuit, pertinaciam ostendit, forcipi formam et officium digitis ostentans.»


107. O jogo do Pira. — Este conto acha-se no seculo XVI, em uma comedia do celebre Giordano Bruno, intitulada Candelajo; Barra, que é um freguez, para não