Página:Contos Tradicionaes do Povo Portuguez.pdf/513

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Costa Cascaes, no Panorama (t. XII, p. 115 e 118), traz intercaladas em uns versos seus, algumas fórmulas finaes. Vid. nota 118. No final de um conto de Huelva vem «unos zapatitos de manteca».


126. O rey Leir. — A tradição do rei Lear acha-se na Chronica bretã de Geoffroy de Montmouth, e no Roman de Brut, de Robert Wace. Gubernatis acha nas lendas indianas de Dirghatamas e Yayati, do Mahabaratha, «um primeiro esboço do rei Lear.» (Myth. zoolog., t. I, p. 93.) A lenda está hoje universalisada na tragedia de Shakespeare. Sob o n.º 50 vem uma versão oral.


127. A dama pé de cabra. — Na Chaine traditionelle, p. 156, Hyacinthe Husson traz uma tradição analoga das ilhas Celebes. O episodio da ida de Enheguez Guerra libertar o pae acha-se no Violier des Histoires romaines, cap. XIV, p. 37 (ed. Janet). O cavallo-fada acha-se nas Nuits facetieuses, de Straparola, III, fab. 2. Parece-nos que este mesmo fundo tradicional subsiste no romance popular da Infantina.


128. A morte sem merecimento. — Contaram-nos que este thema era objecto de um romance metrificado, que nunca encontramos na tradição popular. Sobre o mesmo assumpto existe uma tragedia de Lope de Vega.


129. A linhagem dos marinhos. — Pertence ao cyclo das lendas heraldicas; o typo da mulher muda ainda persiste nas tradições populares. Vide a Muda Mudella, n.º 18.


130. Exemplo do philosopho. — No Violier des Histoires romaines (Gesta Romanorum, cap. 137), tem o sentido allegorico. Vem como apologo na Historia de Barlaam e Josaphat, a qual tambem foi traduzida em portuguez no