Dicionário de Cultura Básica/Impressionismo

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Dicionário de Cultura Básica por Salvatore D’ Onofrio
Impressionismo


IMPRESSIONISMO (estilo de Pintura) → Realismo

O nome desta escola de arte está relacionado com uma tela de Claude Monet. Numa exposição de Pintura em Paris, em 1874, ele deu ao quadro O nascer do Sol o título de "Impressão". Daí começaram a chamar de "impressionistas" telas de pintores franceses do último quarto do séc. XIX. Além de Monet, os impressionistas mais famosos são Édouard Manet (o óleo sobre tela Olympia, 1863, é um dos nus femininos mais discutidos), Auguste Renoir (Nu ao sol, 1876), Edgard Degas (Depois do banho, 1898), Vincent van Gogh (Auto-Retrato, 1889), Paul Gauguin (De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, 1897), Paul Cézanne (Curva da estrada, 1882). O Impressionismo está à pintura como o Realismo à prosa de ficção, o Parnasianismo (→ Parnaso) à poesia lírica, o Determinismo à filosofia e o Naturalismo às ciências. Tal conjunto estético e ideológico tem como centro de irradiação a França da segunda metade do Oitocentos. A pintura impressionista será entendida melhor se comparada à corrente oposta, que surgirá no começo do séc. XX: o Expressionismo. O Impressionismo está dentro da estética do Realismo e esta dentro da estética clássica, que considera a arte come mimese, isto é, "imitação da realidade". A percepção dos objetos, a fonte do conhecimento, é dada por um movimento de "fora para dentro". Os quadros dos impressionistas retratam cenas de gente à beira do rio Sena, fazendo piquenique em jardins, jogando cartas, participando de festas, ou naturezas mortas (frutas, flores). A diferença entre a estética clássica e a realista é que a primeira idealiza a natureza, enquanto a segunda tenta retratá-la assim como ela é, não escondendo excessos e deformidades. A beleza clássica busca colher o eterno e o imutável; já o estilo de arte impressionista tenta apanhar o momento fugaz, apresentado pelo jogo da luz e das cores. Seu principal objetivo é dar-nos uma "impressão" da luz sobre tudo. Os pintores desta escola perceberam que a cor não é uma característica intrínseca e permanente, mas muda constantemente de acordo com os efeitos da luz, do reflexo ou do clima sobre a superfície do objeto. Para mostrar estas qualidades voláteis da luz, eles criaram uma pincelada distinta, curta, pontual; borrões irregulares que vibram energia como o brilho da luz sobre a água. A uma certa distância, porém, estes borrões e manchas se fundem, dando formas mais ou menos definidas de objetos ou seres retratados.