Temo, Lídia, o destino. Nada é certo

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Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
Em qualquer hora pode suceder-nos
   O que nos tudo mude.
Fora do conhecido é estranho o passo
Que próprio damos. Graves numes guardam
   As lindas do que é uso.
Não somos deuses: cegos, receemos,
E a parca dada vida anteponhamos
   À novidade, abismo.