Tuas, não minhas, teço estas grinaldas

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(Tuas, não minhas, teço estas grinaldas)
por Ricardo Reis
Texto publicado por Fernando Pessoa na primeira edição da revista Athena, outubro de 1924, p. 19-24.
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Tuas, não minhas, teço estas grinaldas,
Que em minha fronte renovadas ponho.
   Para mim tece as tuas,
   Que as minhas eu não vejo.
Se não pesar na vida melhor gozo
Que o vermo-nos, vejamo-nos, e, vendo,
   Surdos conciliemos
   O insubsistente surdo.
Coroemo-nos pois uns para os outros,
E brindemos uníssonos à sorte
   Que houver, até que chegue
   A hora do barqueiro.