Da França ao Japão

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DA FRANÇA AO JAPÃO


NARRAÇÃO DE VIAGEM E DESCRIPÇÃO HISTÓRICA
USOS E COSTUMES DOS HABITANTES
DA CHINA, DO JAPÃO E DE OUTROS PAIZES DA ASIA

PELO

Dr. Francisco Antonio de Almeida

ex-addido, a pedido do Governo Imperial, á commissâo do Governo Francez
que observou a passagem de Venus no Japão em 1874

EDICÇÃO ILLUSTRADA

 
Filet arabesque.svg
 

RIO DE JANEIRO
Typ. do — APOSTOLO — r. Nova do Ouvidor ns. 14 e 16
E
Imperial Lithographia do A. SPELTZ — rua de S. José n. 69
1879

INDICE


 
Pags.
Marselha. — Seu porto. —Seus habitantes. — Thiers em Marselha. — As suas bellezas. — O fim da nossa viagem ao Oriente. — Venus e o Sol. — Partida do Ava. — O outeiro de Nossa Senhora da Guarda. — Uma antiga usança. — Toulon. — O porto de Napoles. — O museo nacional. — Ascensão ao Vesuvio. — Partida de Napoles. — O Stromboli. — O Etna. 
 5
 
 
As costas do Egypto. — Os historiadores antigos e modernos. — O Nilo. — A politica ingleza e a liberdade de commercio. — Um grande homem. — O algodão egypcio. — Um gentleman original. — Chegada á Port-Said. — Entrada do Ava no canal. 
 23
 
 
O actual canal de Suez. — O canal dos antigos. — Opinião de Herodoto, de Strabão e de Schems-Eddin. — O projecto de Lepère. — O Ava no canal. — Chegada á Suez. — Os habitantes das cidades egypcias, seus usos e costumes. — As alméas. — O Cairo. — A circumcisão dos meninos. — A cosinha dos egypcios. — Barbeiros com triplices funcções. — O camello do deserto. — Um convite officioso. 
 37
 
Viagem pelo Mar Vermelho. — Chegada á Aden. — Sua população. — Os nadadores arabes. — Uma regata original. — A cidade arabe. — Um povo patriarchal. — As cysternas de Aden. — Ponta de Galles. — A ilha de Ceylão. — O Jardim das canelleiras. — O templo de Budha. — Os Portuguezes, os Hespanhóes e os Inglezes em Ceylão. — O budhismo da India. — A origem de Budha IV. — A chiromancia em Ceylão. — Entrevista com um astronomo indiano. 
 49
 
 
O estreito de Malaca. — Os piratas malayos e chins. — Uma fragata disfarçada. — Os juncos chinezes. — A cidade de Cincapura. — Seus habitantes, usos e costumes. — Um consul que honra o Brazil. — Saigon, capital da Conchinchina franceza. — Suas bellezas. — As tribus selvagens da Conchinchina. — Partida de Saigon. — O encontro com um cyclone. 
 67
 
 
Hong-Kong. — Os inglezes e o opio. — Um grito de indignação do governo do Celeste Imperio. — O commercio de Hong-Kong. — Os negociantes chinezes e japonezes. — Um novo meio de transporte. — Os chins do norte e os do sul. — A razão dos pequeninos pés das damas chinezas. — Macáo. — Como são recebidos os europeos na China. — Um curioso pasquim. — Attentados commettidos pelos chins contra os estrangeiros. 
 81
 
 
A civilisação chineza. — Costumes chinezes. — A preponderancia do cultivo intellectual entre os chins. — A familia chineza. — Os casamentos. — Um codigo criminal philosophico. — As innovações no Celeste Imperio. — As ultimas concessões do governo da China sobre a civilisação europea.Um estrangeiro poderoso na China. — As alfandegas chinezas. — Um devastador cyclone no porto de Hong-Kong. — Um quadro horrivel. — Como se pode visitar o Japão sem travar-se conhecimento com os cyclones. — Um fatalista em acção. 
 95
 
 
O Japão antigo. — Os escriptores hollandezes ciosos da descoberta do Japão pelos portuguezes. — Fernão Mendes Pinto. — Como este viajante descobrio o Japão, e como foi recebido nesse paiz. — S. Francisco Xavier no Japão. — Como forão recebidos os primeiros estrangeiros no Japão. — Os missionarios e os bonzos. — Importancia do commercio portuguez com o Japão. 
 105
 
Progresso do Christianismo no Japão. — As discussões theologicas entre os bonzos e os missionarios. — Penas e trabalhos por que passou o Apostolo das Indias. — O bonzo Foucarandono 
 119
 
 
Partida de S. Francisco Xavier do Japão. — Conversão do joven rei de Boungo ao Christianismo. — Uma embaixada japoneza enviada ao Papa pelos Christãos do Japão. — Como forão os embaixadores recebidos em Portugal, na Hespanha e em Roma. — Os Hespanhóes malquistão os Portuguezes com o Imperador. — Execução dos martyres do Japão 
 129
 
 
Chegada á Yokohama. — As carruagens japonezas. — Os bazares de Yokohama. — As mulheres do Japão. — Yedo. — Os tchaa-jias. — As religiões dos japonezes 
 151
 
 
Um convite official. — jantar do ministro da instrucção publica. — O tio do Imperador. — Uma alta dama japoneza. — A orchestra de S. M. O Imperador do Japão. — Um passeio em bella companhia. — A emigração dos chins. — Partida de Yokohama 
 165
 
 
Os lutadores do Japão. — O Golden Age. — Viagem pelo mar interior. — Um eclipse do sol. — Pappenberg ou a ilha dos Christãos. — A cidade de Nangasaki. — Decima ou a feitora hollandeza. – A montanha de Compirá. — Um templo tradicional 
 181
 
 
Venus e o sol. — A profissão dos astronomos japonezes. — A imprensa japoneza. — Japão-Republica. — A instrucção publica nesse paiz 
 191
 
 
Legislação penal do Japão. — Supplicios e penas restrictivas da liberdade. — Penas infamantes. — Differença na execução das penas, segundo a condição do condemnado nobre ou plebêo 
 199
 
A industria japoneza. — O exercito e a marinha de guerra do Japão. — Um banquete offerecido em Nangasaki, pelo almirante japonez, aos membros da commissão franceza da passagem de Venus. — Partida para Shangai. 
 209
 
 
O Neva. — Chegada a Shangai. — As concessões estrangeiras. — A cidade chineza. — A criação dos peixes dourados na China. — Um jantar no consulado francez. — Uma parisiense na China. — O duque de Penthièvre. 
 217
 
 
Excursões pelos arredores de Shangai. — collegio dos jesuitas em Si-KaWaii. — La Provence. — Chegada á Napoles. 
 225